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20 de janeiro de 2012

Dinâmica para o primeiro dia de aula...

Essa é uma brincadeira divertida para fazer desde os menores até os maiores...

Se você tem uma classe numerosa e fazer com que todos digam seus nomes ou alguma coisa sobre si mesmos está fora de questão porque tomaria muito tempo, você pode tentar essa aqui.

Leve um aparelho para tocar cd, coloque uma música bem animada, afaste as carteiras e peça aos alunos que vão andando em círculos pela classe ao som da música. Em determinado momento pare a música, então eles devem segurar a mão de quem estiver mais perto, formando duplas. Se a classe for em número ímpar sempre sobrará um elemento, que será o seu par.

Enquanto a música está parada , eles devem apresentar-se ao seu par dizendo o seu nome.

Depois continue a música e vá parando até ela chegar ao final, enquanto ela toca eles devem andar em círculo, quando parar a música, devem procurar um par.


Com os maiores:

Dinâmica dos objetos: QUEM SOU EU?

Faça quadrados de cartolina com figuras das palavras que vai usar no jogo, coisas básicas e que tenham aprendido no ano anterior se for professor de inglês ou espanhol, ou qualquer objeto se for fazer o jogo em português. Deve fazer os quadrados de cartolina ou qualquer outro papel grosso no mesmo número de alunos 1, que você usará.

Coloque-os em círculo (de preferência), distribua os cartões para os alunos, pedindo que não mostrem ainda uns aos outros. Comece mostrando o seu e diga, em português, inglês ou espanhol, conforme o caso:

- Eu sou Fulano e sou um(a) - diga o nome da figura que está no seu cartão. Uma bola, por exemplo.

Aponte um aluno aleatoriamente, que dirá para você na língua do jogo:

- Você é Fulano e é uma bola, eu sou Beltrano e sou uma bicicleta.

Ele deve então apontar outro aluno, que olhará para você e dirá:

- (apontando o aluno anterior) Ele é Beltrano e é uma bicicleta, você é Fulano e é uma bola, eu sou Sicrano e sou um livro.

Cada aluno apontado deve dizer tudo que os outros disseram, apontando cada aluno e finalizando sempre com 'você é Beltrano e é uma bola, eu sou .... e sou um(a) ...

Você pode colocar figuras que vão ficar engraçadas ditas pelos alunos, e eles vão se divertir enquanto vão memorizando os nomes uns dos outros. Na verdade essa dinâmica é uma boa ajuda para que você também aprenda os nomes deles, o que é desejável em um professor, que no mínimo saiba o nome de seus alunos.

25 de agosto de 2011

Psicomotricidade

O papel da psicomotricidade na escola

As crianças precisam ter a psicomotricidade estimulada

As crianças precisam ter a psicomotricidade estimulada (Imagem: Shutterstock)

A importância da estimulação precoce

Você já experimentou rastejar como se fosse um jacaré? Bem, primeiro você tem que observar como o jacaré rasteja! Pata dianteira direita para frente, acompanhada da esquerda traseira para frente. Pata dianteira esquerda para frente, pata traseira direita para frente, e assim por diante. Esta é a forma correta do rastejar. Experimente! Você vai ver que não é tão fácil assim. É um movimento cruzado.



Filogênese

Muitas crianças não são suficientemente estimuladas a desenvolver o que o psicomotricista chama de trabalho filogenético. A Filogênese estuda o desenvolvimento da constituição do homem como sujeito cognitivo (inteligente). A palavra deriva do grego phylon, que quer dizer: tribo, raça; e genetikos, que está relacionada com gênese ou origem. O processo do desenvolvimento filogenético normal começa no ventre materno, a partir da formação do sistema nervoso central (é chamado de ontogênese).

Note a sequência do desenvolvimento na ilustração, como ele parte da cabeça à cauda (céfalo-caudal).

(Imagem: Shutterstock)

(Imagem: Shutterstock)




http://netobio.files.wordpress.com

Os evolucionistas relacionam este fato com a evolução das espécies, mas nós sabemos, pelo relato bíblico, que Deus, em Sua sabedoria, criou os seres sob leis pré-estabelecidas que servissem de base para a continuação do desenvolvimento pós-natal.

1. Da cabeça à cauda
2. Do coração às extremidades

Por que esta ênfase no desenvolvimento céfalo-caudal e próximo-distal? Ao observarem-se os primeiros movimentos voluntários do bebê no berço, nota-se que ele segue a mesma sequência do desenvolvimento no útero. O que ele faz primeiro? Ele rola sobre o próprio eixo. Logo chega o tempo quando a mãe já não pode deixá-lo sozinho na cama, porque pode cair. E o que faz depois? Ele não se mexe só de um lado para outro, mas para frente e para trás, não só de bruço, como de costas. Logo começa a erguer a cabeça para ver o mundo. Algum tempo depois, percebe que tem braços e que pode erguer o tronco com eles. Aí ele já está brincando com os pezinhos, pondo-os na boca, e percebe que pode girar o corpo com auxílio de braços e pernas e começa a sentar (ele sai do próprio eixo e parte para as extremidades)! Daí para o engatinhar, o quadrupejar (locomover-se com mãos e pés no chão, como o macaquinho) e o andar é só um "pulinho".

Crianças que, por alguma razão, não passaram por todas estas fases podem ter seu aprendizado e comportamento comprometidos na escola. Sua visão de mundo e de si mesmas fica prejudicada.

Há pais que têm muita pressa que a criança aprenda a ler e escrever. Mas é bom entender que ela precisa, antes de manusear um lápis e um papel, saber explorar seu espaço com o próprio corpo, para depois explorar o espaço na folha de papel com o lápis.

Todo o processo da aprendizagem, tanto corporal, quanto intelectual parte da mesma lei céfalo-caudal/próximo-distal. Ou seja:

  • Do global para o específico;
  • Do simples para o complexo;
  • Do grande para o pequeno.


Estas leis regem todo o processo de maturação física e cognitiva do indivíduo. Em cada fase do desenvolvimento a criança passa por determinados processos de maturação e em cada uma delas precisa de três tipos de ações:

  • Querer Fazer - a necessidade desperta o desejo;
  • Poder fazer - é preciso que tenha aptidões físicas e psíquicas para realizar o que quer;
  • Saber fazer - é preciso que tenha as capacidades cognitivas adequadamente desenvolvidas para aquela fase.

Qualquer impedimento em qualquer uma destas ações comprometerá todo o seu desempenho.

Corpo sentido - Corpo vivido - Corpo representado


  • Do nascimento aos dois anos (período sensório motor) a criança aprende asentir seu corpo. Ela não compreende a relação que estas partes têm entre si.
  • Dos dois aos sete anos (período pré-operatório) a criança passa avivenciar seu corpo. Ela começa a perceber que o outro tem as mesmas partes do corpo que ela tem.
  • Dos sete anos em diante (período operatório formal) a criança passa arepresentar seu corpo. O desenho da figura humana é a expressão de uma representação mental e não a tradução de uma percepção direta. Isto é, a criança não desenha o que vê, mas o que sabe.


Por esta razão é tão importante que a criança vivencie todas as fases do seu desenvolvimento, apreendendo a organização do corpo, "descobrindo-o por si mesma para que realmente a noção do corpo e suas partes residam nela e para que ela possa expressar-se através de todos os meio possíveis: verbais, dinâmicos, corporais, de linguagem, etc." (Roseli Lepique, em apostila do curso de extensão ministrado na ASSETA - Faculdades de Tatuí - Interdisciplinaridade na Educação Infantil: a Psicomotricidade Como Alicerce (2002).

Como já dissemos, muitas dificuldades de aprendizagem têm sua origem num esquema corporal mal elaborado devido à falta de estimulação e envolvimento da família. Damos, então, algumas sugestões de exercícios e atividades que poderão ajudar seu aluno a conhecer melhor seu corpo e seus movimentos facilitando, assim, seu desempenho acadêmico. Estas atividades devem estar intimamente relacionadas à vivência psicomotora da criança na escola. Tiradas da apostila de Roseli Lepique.

Atividades de Tonicidade:

1. Começar e terminar a aula sempre com esta atividade da música folclórica Tindolelê.

Tindolelê
Oi, fecha a roda tindolelê
Oi, abre a roda tindolalá
Oi, fecha a roda tindolelê
Oi, abre a roda tindolalá

Batendo palmas, tindolelê
Batendo os pés, tindolalá
Dou uns pulinhos, tindolelê
Tindolelê, tindolalá

Uma gargalhada, tindolelê
Uma palhaçada, tindolalá
E muito bravo!
Com o corpo duro!
Mole!
Duro...

2. Reorganização neurológica

  • Como um bastão, um lápis que rola no chão.
  • Como uma minhoca que se arrasta, se arrasta pela terra.
  • Como um gato que engatinha pela casa, sem fazer ruído na casa pintada.
  • Como um macaco, pé e mão no chão, levanta o bumbum, não vá soltar um...
  • Marchando, marchando, batendo os pés, para frente para trás, é assim que se faz.
  • Saltitando, saltitando, como a Chapeuzinho. Saltitando e cantando, tralalalalalá.
  • Galopando como um cavalo, força na perna, reforça o ritmo...
  • E... cai no chão, ouvindo a respiração, o barulho do coração, silêncio, silêncio, vamos descansar...

3. Expressão corporal

Sementinha

Como uma semente pequenininha
Debaixo da terra cai uma chuvinha
....................
Brilha o Sol
....................
E a sementinha vai crescendo (bem devagar)

Crescendo,
Crescendo,
Crescendo.
E balança para um lado,
Balança para o outro
Balança para frente
Balança para trás.
Cuidado com o macha-do-do-do! (todos caem)

4. Marcha Soldado - canção

Marchar pela sala marcando o ritmo com o pé. O corpo muito ereto (os soldados têm uma ótima postura). Quando a música para, todos paramos e não nos mexemos. Escutamos os ruídos da sala e sentimos nosso corpo. Todas as partes estão bem duras? Continuemos. Parar a música e pedir que os soldados mexam apenas uma parte do corpo, começando pela cabeça (lei céfalo-caudal/próximo-distal).